O perfil social do Paulistano!

Segundo pesquisa feita em São Paulo pela FESPSP (Fundação Escola de Sociologia e Política de São Paulo), na qual foi lançada em 2015 para traçar o perfil sociopolítico da capital, os paulistanos têm um perfil um pouco complexo quando se trata de assuntos polêmicos. Por exemplo, muitos possuem uma certa abertura para liberdades sexuais, mas por outro lado existe um conservadorismo quando são temas coletivos. Ou seja, ao mesmo tempo que 70% dos entrevistados foram a favor para casamentos de pessoas do mesmo sexo, os outros 30% apoiaram, de alguma forma, a ditadura militar, dizendo que é melhor que a democracia.

O povo paulistano, além de defender valores individuais, também crê na meritocracia; 92% acreditam que homens e mulheres devem receber salários iguais, porém 53% também creem que programas como o Bolsa Família deixam as pessoas mais preguiçosas e tendem para que pessoas de baixa renda tenham mais filhos.

Segundo o economista William Nozaki, que é o coordenador da pesquisa, apesar das pessoas terem uma cabeça mais ampla a respeito da liberdade sexual, ao mesmo tempo quando se fala em igualdade para ambos, há um certo conservadorismo.

A pesquisa, realizada em junho de 2015, foi realizada durante oito dias, por meio de um questionário com 70 perguntas; o programa é intitulado de “Conservadorismo e Progressismo na Cidade de São Paulo”. Segundo o economista, o que lhe motivou a fazer esse levantamento foram as manifestações em junho de 2013 e a das eleições presidenciais de 2014.

Ainda de acordo com esse levantamento, foi percebido que há muitos contrastes nas respostas. 74% são a favor do respeito as diferentes religiões, 42% afirmam que os Direitos Humanos são a favor de bandidos e, 62% a favor da redução da maioridade penal.

Segundo o pesquisador e professor da FESPSP, Rodrigo Almeida, se encontra a tradição e modernidade na cidade, porém as ideias mudam bem sistematicamente. Há uma certa complexidade entre ser a favor e aceitar por completo. De qualquer forma, a cidade de São Paulo é permeada pelas desigualdades e diversidades. Rodrigo diz que a pesquisa não só favorece o entendimento do perfil do paulistano mas também, pode dar uma ajuda para futuros movimentos organizados pela cidade e pelos cidadãos.

Fonte: Estadão

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